As 5 Principais Vantagens de um Clube de Investimento

A expressão Clube de Investimento já mostra uma prévia da definição do que significa o termo…

São investimentos coletivos feitos por pessoas físicas no Mercado de Capitais e que tem o patrimônio dividido entre cotas, onde na maior parte dos casos, existe um gestor que faz as escolhas mais viáveis aos perfis dos cotistas.

Assim, em termos de números, um clube é formado por, no mínimo, 3 e, no máximo, 50 participantes e o gestor precisa estar credenciado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), depois de ser escolhido pela assembleia geral do clube.

Adendo – a assembleia geral dos cotistas é uma agremiação que trata de questões referentes ao clube de investimento, como: demonstrações financeiras, substituição do administração, eleição do gestor, modificação do estatuto, elevação da taxa de administração, fusões ou dissoluções do clube de investimento.

Fora isso, o clube precisa ser administrado por uma corretora de investimentos, uma sociedade distribuidora, um banco de investimento ou um banco múltiplo com carteira de investimento, que será responsável pelo todo da atividade e todos os serviços de funcionamento e manutenção.

Em termos de rentabilidade, tudo vai depender da valorização das cotas, que dependerá, por sua vez, dos ativos que compõem a carteira do clube.

Logo, como qualquer investimento financeiro, um clube terá sua rentabilidade finalizada conforme as oscilações do mercado, o que pode gerar perda ou valorização, portanto, é muito importante que um clube esteja ligado à política de investimento dos investidores.

A Composição da Carteira dos Clubes de Investimentos

Apesar da carteira dos clubes de investimentos poderem ser bastante variáveis, ela precisa seguir uma restrição mínima na realocação dos recursos, sendo que 67% do patrimônio líquido do clube tem que ser aplicado nos seguintes ativos:

  • Ações,
  • Certificados de Depósitos de Ações,
  • Bônus de Subscrição,
  • Recibos de Subscrição,
  • Cotas de Fundos de Índices (ETFs) de ações do balcão organizado,
  • Debêntures Conversíveis em ações.

Daí, depois, a parte restante dos 67% pode ser aplicado nos seguintes ativos:

  • Valores Mobiliários,
  • Cotas de Fundos de Investimento de Curto Prazo, Referenciado ou de Renda Fixa,
  • Títulos Públicos Federais,
  • Títulos de Responsabilidade de Instituição Financeira,
  • Compra de Opções.

Fugindo um pouco das porcentagens, vamos falar em números.

Após uma publicação da Instrução 494 da CVM de 2011, houve uma queda no número desses clubes e isso aconteceu porque o número de investidores passou de ser 150 para apenas 50, como é hoje. Logo, aumentou-se o custo e desmotivou os cotistas.

Nos dias atuais, ainda que os clubes existam, os analistas afirmam que para valer a pena é preciso somar, no mínimo, um patrimônio líquido de 150 mil reais. Se o valor for menor, é mais compensador investir de forma direta.

Ah, e já que citamos a Instrução 494, podemos lembrar de outra norma dela: sobre os prazos.

Ela recomenda que o clube deve fixar um prazo de entre o pedido de resgate e a data da conversão das cotas em espécie. O pedido tem que ser feito por cheque, crédito em conta corrente ou ordem de pagamento em um prazo que não ultrapasse 5 dias úteis, a contar da conversão.

As 5 Principais Vantagens de um Clube de Investimento

Reprodução: Google

1 – Acessibilidade: todos os participantes terão as mesmas condições de comprar ou vender ações,

2 – Tranquilidade: quando um investidor decide por aplicar seus recursos em um clube de investimento, ele cria o hábito de aplicar dinheiro mensalmente,

3 – Imposto: esses clubes não pagam impostos em qualquer operação que for feita, assim, há uma incidência de 15% no Imposto de Renda no momento do resgate.

4 – Participação: os investidores tem participação direta na gestão do clube,

5 – Diversificação: como um clube de investimento tem um volume maior de recursos captados, é possível diversificar ainda mais as aplicações.

Com informações do xpi e tororadar