O que dizem os especialistas sobre os investimentos na China

A história dos investimentos estrangeiros na China é bastante curiosa…

Desde o início da década de 90, o governo permitiu aos investidores estrangeiros uma variedade de benefícios no mercado doméstico, promovendo pontos de segurança contra a nacionalização.

Logo, estrangeiros poderiam se tornar líderes de empreendimentos.

Além disso, a China concedeu vantagens tributárias para empresas multinacionais, para negócios de riscos e para aquelas que investiam em zonas econômicas, como os setores energéticos, telecomunicações e transportes.

O país também autorizou a abertura de filias de bancos estrangeiros em Xangai e permitiu aos investidores buscarem ações especiais, chamadas ações de lado “B”.

Atualmente, o investimento estrangeiro na China continua sendo parte importante de uma rápida expansão no comercio mundial, o que também é fator da geração de empregos.

Para se ter uma ideia geral, em 1998 as empresas chinesas com investimentos estrangeiros representaram 40% das exportações do país, sendo que as reservas de capital estrangeiro totalizaram cerca de 145 bilhões de dólares.

Mas, a partir de 2009…

Os números mudaram. Na verdade, nas duas últimas décadas, a maior parte dos investidores estrangeiros da China vem reduzindo suas aplicações. Na cidade de Dongguan, por exemplo, 72 mil empresas fecharam entre os anos de 2008 e 2012.

As formas como esses investimentos têm reduzido são várias, mas o motivo é um só: as fábricas na China não são mais rentáveis.

As Câmaras de Comércio dos Estados Unidos e da União Europeia na China afirmaram, em relatório, sobre a deterioração do ambiente de investimento no país asiático.

A queixa dos Estados Unidos era a de que a China havia restringido investimentos, limitando as empresas.

Para engrandecer ainda mais esse movimento, no final começo de 2016, 5 grandes empresas de manufatura anunciaram desinvestir na China, entre elas, a Chicheng Communication, Dongguan XInda, Triumph International, Philips.

O que dizem os especialistas sobre os investimentos na China

Reprodução: Google

Existe uma grande oportunidade aos investidores que é investir na China, através da moeda Renminbi, que é um nome mais usado do que o iuane.

Bruno Martins é especialista nessa moeda e trabalha no banco suíço Julius Baer. Para ele, esses investimentos atrelados ao iuane vêm se tornando atrativos em função do crescimento da importância do país asiático no atual cenário econômico mundial.

“O Renminbi não é uma moeda que está flutuando de maneira livre como o euro e o dólar. Quem estabelece seu valor é o banco central chinês. E o interesse do país, neste momento, é valorizar a moeda”.

O especialista lembra que em 2011 o iuane valorizou 40% frente ao real.

Entre as aplicações atreladas aos iuanes oferecidas pelo banco suíço estão, por exemplo, os depósitos a prazo e os certificados de depósitos. “Um título semelhante nos Estados Unidos paga 0,3% ou 0,4% em um ano”, ele diz.

Já esses emitidos pelo Banco Popular da China pagam 3% em 12 meses, fora a apreciação da moeda.

Ele também conta que esses depósitos são emitidos por bancos, que os usam para financiar suas atividades, exatamente como acontecem com os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) no Brasil.

Também há a opção de se investimentos em empresas, como a Caterpillar, America Movile e Santander Chile. “Se uma obrigação em dólar pagar 1,0% ou 1,5% ao ano, a obrigação em Renminbi paga o dobro”.

Com informações do Wikipedia, EpochTimes e Exame