Aprenda a Investir de Forma Segura com os Títulos Públicos

Os títulos públicos são investimentos financeiros de renda fixa que são emitidos pelo Tesouro Nacional e que tem o intuito de financiar a dívida pública nacional.

É notável que esse tipo de aplicação tem ganhado muito espaço no mercado do dinheiro nos últimos anos justamente por ter muitas vantagens frente à poupança, por exemplo.

É sobre essas vantagens e os benefícios do Tesouro que vamos falar neste texto: possibilidades de retorno, liquidez diária, baixo custo, risco ao crédito e a solidez do governo como sendo bom pagador de créditos.

Ainda que esteja em crescente o número de investidores dos títulos públicos, eles ainda são poucos. Ao menos, no Brasil, onde há mais de 140 milhões de pessoas com conta bancária ativa.

Para os especialistas, os participantes do Tesouro tendem a aumentar cada vez, conforme mais conhecimento sobre o setor vai sendo disseminado.

O principal motivo que pode levar (e que levam) as pessoas migrarem da poupança para outros investimentos é a segurança e a facilidade.

E essas são duas características dos Títulos Públicos, que é garantido pelo Governo Federal, o que faz com o que não exista risco de o emissor declarar falência e não pagar, como acontece em outros títulos.

Além disso, ele tem opções de investimentos a partir de 30 reais, o que o torna totalmente democrático.

Como Investir em títulos públicos

A principal forma de investir em títulos públicos é através do Tesouro Direto, um programa do Tesouro Nacional que foi desenvolvido em parceria com a BM&FBovespa – a bolsa de valores brasileira – para a venda de títulos federais para pessoas físicas, através da internet.

E, para estar enquadrado na Bolsa de valores, é preciso ter conta aberta em alguma corretora de investimentos.

Até setembro de 2016, os investidores do Tesouro Direto haviam acumulado mais de 36,6 bilhões de reais em papéis do governo federal.

Aí, existem dois principais tipos de investimentos em títulos públicos:

  1. Prefixados: que são aqueles na qual o investidor já sabe a rentabilidade que vai receber no final da vigência, na data de vencimento do título. Eles são indicados para quem acredita que a taxa oferecida será maior do que a Selic,
  2. Pós-Fixados: são aqueles que têm o valor rentável conforme um indexador, assim a rentabilidade é composta pela taxa Selic ou outra pré-definida na compra do título.

Para acompanhar a liquidez de outras aplicações financeiras, desde março de 2015, os títulos públicos federais passaram a contar com a liquidez diária, assim, o investidor não precisa esperar o término do vencimento para resgatar o dinheiro.

No entanto, quando assim o faz, ele pode ter a perca da rentabilidade.

Por sinal, a transação pode ser realizada pela internet todos os dias, inclusive nos finais de semana. Mas, para todos os casos, as transações só são concluídas com preços de fechamento de mercado e o pagamento é feito no dia subsequente.

Reprodução: Google

Quanto custa investir nos títulos públicos

Como já falamos, o investimento inicial, dependendo do título, é baixo, a partir de 30 reais. Claro que o ideal é fazer um aporte maior e ter a frequência nas compras mensais.

Sem contar esse capital inicial, há custos com outras duas taxas:

  • Taxa de Custódia: que é fixa (0,30% a.a.) e paga à BM&FBovespa sobre o valor dos títulos. Elas são referentes aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos,
  • Taxa de Administração: é totalmente variável (de 0 à 2% a.a.) e tem algumas corretoras de investimentos que nem cobra. Porém, o mais comum é que seja algum percentual sobre os valores aplicados anualmente.

Além dessas taxas, também há a incidência do imposto de renda, que segue uma tabela regressiva, logo, quanto maior o tempo de investimento, menor é o desconto do imposto.

Por que investir em títulos públicos

Os títulos públicos são bem mais rentáveis do que a poupança, mesmo tendo a incidência de taxas. Essa já é uma vantagem, mas existem outras.

Entre elas, há também a minimização o risco do investimento, que é muito baixo, lembrando que é garantido pelo governo federal.

Também há de se pensar que é um investimento baixo, sem que o investidor precise ter muito dinheiro inicialmente.

E, por fim, vale complementar dizendo que é uma das formas mais aconselháveis para diversificar a carteira de investimentos, já que alguns títulos podem acompanhar o juros da economia, o que mantém o patrimônio acima da inflação.

Com informações da verios