Conheça 6 tipos de títulos de crédito e descubra como é possível ganhar dinheiro com eles

Os títulos de crédito não são opções de investimento muito novas, porém, a partir do início de 2015 é que tem ganhado bastante destaque no mercado financeiro, como boas oportunidades de aumentar o patrimônio do investidor.

Esse “renascimento” dos títulos acontece justamente em momentos de crises econômicas, como a que aconteceu no Brasil, porque outros ativos, como as ações, tornam-se aplicações ainda mais agressivas, ou seja, com maior risco.

Então, grandes empresas, que já estão acostumadas a emitir seus papéis para financiar os seus futuros projetos, fica sem acesso à essa captação de recursos ou elas, simplesmente, diminuem. Com isso, a alternativa se volta aos títulos de crédito.

Nessa linha, eles são uma forma de investir nessas empresas sem correr o risco da oscilação que aconteceria no mercado acionário.

Logo, dá para perceber que a emissão de títulos de crédito é feita a partir de ativos financeiros como debêntures, CRIs e CRAs.

Os bancos também alavancam essa opção, já que seguram o crédito para não ficarem muito expostos aos riscos do mercado.

Esse tipo de título consiste na compra de papéis que dizem respeito à dividas ou a necessidade de capital de empresas privadas e, com isso, o investidor assume o risco do crédito em troca de uma rentabilidade fixa para o valor que ele investiu.

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Assim sendo, eles não tem a garantia do Fundo Garantidor de Crédito, como acontece nos títulos emitidos pelos bancos. Por outro lado, eles possuem a garantia própria, que diminui o risco da aplicação.

Quanto às rentabilidades, elas também podem ser pré-fixada ou pós-fixada, sendo que no último caso, os valore estarão indicados pelo CDI ou IPCA.

Como os títulos de Crédito são classificados?

Eles podem ser classificados conforme ao seu modelo, à sua estrutura ou à sua natureza, sendo que em cada uma dessas classificações há dois tipos. Separamo-los em tópicos para que você tenha uma breve apresentação de cada um.

1 – Vinculados: são definidos pelo modelo e atendem a um padrão especifico, que é definido por lei. Por exemplo, o cheque.

2 – Livres: também são definidos pelo modelo e não tem padrão obrigatório para ser emitido, basta que tenha requisitos mínimos. Entre eles, a letra de câmbio e a nota promissória.

3 – Ordem de Pagamento: é definida pela estrutura, já que pode dar origem à situações distintas para que outra pessoa pague. Assim, tem o sacador (que dá ordem), o sacado (que recebe a ordem) e o beneficiário (que recebe o valor do título). Letra de Câmbio e cheque são exemplos.

4 – Promessa de Pagamento: também é estrutural e envolve situações jurídicas, onde há o promitente (que é quem deve) e o beneficiário (que é o credor). A nota promissora é um exemplo.

5 – Títulos Causais: são definidos pela natureza e guardam vínculo com a causa que lhes deu origem, sendo emitido apenas pela lei. Entre os títulos causais estão as duplicatas.

6 – Títulos Abstratos: também são referentes à natureza, mas não mencionam a relação de origem, podendo ser criado por qualquer motivo. Letra de Câmbio e cheque são exemplos também.

Como é possível ganhar dinheiro com os Títulos de Crédito

Para saber se vale a pena, é preciso levar em conta os seus objetivos, a situação do atual mercado e suas possibilidades em geral. Se você é do tipo conservador e moderado, pode encontrar nos títulos de crédito como forma de ter boa rentabilidade.

Os títulos de crédito tendem a ser aconselháveis para diversificação de carteira.

Agora, se você encontrar um título que tenha boa rentabilidade e segurança, pode considerar uma vantagem para fazer o seu patrimônio crescer durante o período de investimento.

Como todos os outros investimentos, para saber se vale a pena é preciso ter conhecimento do mercado, dos objetivos e das condições gerais, que estão associadas ao investimento.

Títulos de Crédito Privado com Isenção Fiscal

O governo também tem interesse em projetos de grandes empresas, principalmente os de infraestrutura, como da geração e transmissão de energia, construção ou melhorias de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, educação, logística e saneamento básico.

Então, para incentivar as empresas em tais segmentos, mas sem que tenha que investir algum dinheiro de forma direta, o governo pode isentar tais projetos das tributações.

Aí, essa isenção também é positiva para os investidores, que, com a isenção fiscal, conseguem ter melhores rentabilidades, mas sem correr mais risco.

Cuidado Especial com os órgãos reguladores

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que é um órgão regulador do mercado financeiro, não permite comentários sobre a emissão desses títulos, assim, ele só irá informar e divulgar o material, que normalmente é longo e de difícil leitura.

Com informações do caminhoparariqueza, direitonet e londoncapital